IMAGENS DE MARCA

O posicionamento da Fun Fashion durante a pandemia, os fatores de sucesso das marcas que distribui e o comportamento atual do consumidor by Mónica Santos, no Imagens de Marca.



COMO A FUN FASHION SE ADAPTOU



A Covid-19 voltou a agitar o mercado e um novo movimento de bem-estar parece estar a emergir perante um consumidor que espera mais, pagando menos.

A Fun Fashion podia ter nascido hoje com o mesmo propósito com que surgiu no mercado nacional em 2006 já que foi perante uma crise económica, que nos obrigou a todos a reavaliar a forma como vivemos e consumimos, que Mónica Santos decidiu investir na democratização do acesso à perfumaria e maquilhagem por parte dos portugueses. A empresa 100% nacional é fruto dos desafios do mercado que abriram novas janelas de oportunidade para uma renovação e transformação na indústria. 15 anos depois, a Fun Fashion representa cerca de 40 marcas internacionais e está presente na maioria dos players nacionais.

“Somos uma empresa 100% portuguesa que distribui, em exclusivo no mercado nacional, marcas de cosmética de qualidade certificada e líderes em volume em alguns mercados internacionais e cujo modelo de negócio se resume a importar marcas com um forte carácter de inovação de alta rotatividade, com rápido retorno de investimento, marcas que aportem novos consumidores aos pontos de venda, vendas ativas e dinâmicas e entregas num curto espaço de tempo”, explica ao Imagens de Marca, Mónica Santos, partner e ceo da Fun Fashion.


A pandemia voltou a trazer novos desafios alterando rotinas e hábitos de consumo. Mas esta é uma indústria habituada a reagir e a implementar estratégias de forma rápida, já que atua num mercado extremamente competitivo, onde a inovação é uma constante para surpreender o consumidor.

“Os consumidores voltam a procurar diversidade, inovação e qualidade ao mais baixo preço. De uma forma geral, a nossa estratégia de mercado não sofreu alterações com a pandemia a provou ser um sucesso. No entanto, percebemos especialmente entre abril e junho de 2020 uma queda, em comparação com o ano anterior, nas categorias de lábios devido ao uso de máscaras. Notámos uma maior procura em artigos selfcare como vernizes de unhas ou coloração de cabelo, uma vez que os espaços onde o consumidor usufruía destes serviços fecharam e o consumidor estava mais tempo em casa”, acrescenta a empreendedora.

Mas desengane-se quem pensa que democratização é sinal de falta de preocupação com o planeta. Aliás, o compromisso “cruelty-free” ou a aposta na sustentabilidade têm de fazer parte da reinvenção da própria indústria. E parecem ter vindo para ficar.

“A sustentabilidade é um tema que não é apenas uma tendência de mercado mas é um compromisso que as marcas têm de assumir no mundo atual em que vivemos. É uma responsabilidade não só das marcas mas também das pessoas. As marcas têm de ter uma influência positiva nos consumidores e para nós isto implica também ter uma relação com o ambiente com base no respeito”, refere Mónica Santos.

É o caso por exemplo da Catrice e da essence, marcas que afirmam nunca ter testado em animais e que apostam em fórmulas cada vez mais naturais, à base de ingredientes sustentáveis, onde os microplásticos não entram.

“Hoje sabemos que 66% dos consumidores preferem este tipo de produtos. Além das fórmulas, a preocupação existe também na embalagem e o objetivo destas marcas é usar cada vez menos plástico na produção ou usar plástico reciclado. Os consumidores alteraram os hábitos e analisam o seu próprio comportamento e sabem o impacto que as suas ações têm no ambiente e na exploração dos recursos naturais. Estão, por exemplo, atentos aos selos nas embalagens e à comunicação sustentável”, diz-nos a responsável da Fun Fashion.

Chegou uma nova era do consumo: multifacetado, digital e sustentável.

Para Mónica Santos, estamos a assistir a uma nova era na indústria da cosmética. As rotinas de beleza, padrões e canais de distribuição sofreram alterações inesperadas. O consumidor português é considerado multifacetado e “multichannel”, estando cada vez mais atento às redes sociais e ao mundo digital e informando-se melhor sobre quais os melhores produtos a utilizar.

“Na minha opinião, o consumidor português alterou a sua relação com as marcas e os seus hábitos de consumo devido à pandemia mundial. As comunidades virtuais estimularam ainda mais a alteração dos hábitos de consumo, através da troca de informações e experiências interpessoais que, consequentemente, influenciam a decisão de compra. Por sua vez, as relações entre os consumidores, que participam nestas comunidades têm um forte efeito na relação com as marcas”, explica Mónica ao IM.

Na verdade, hoje um influenciador pode ditar o sucesso ou o fracasso de uma marca, o que revela que a tão famosa “customer journey” se tem vindo a alterar. Graças a tutoriais de maquilhagem online, às bloggers e vloggers experts em makeup, as tendências de maquilhagem baseadas em técnicas foram adaptadas pelo mercado convencional, influenciando as vendas de “Colour Cosmetics”.

Em Portugal, apenas 71% das mulheres usam maquilhagem, comparativamente com a média europeia de 83%, segundo dados da Euromonitor de 2018. Um número que indica que há espaço para crescer.

“O consumidor já deixou de aceitar que as marcas lhe digam qual o seu modelo de imagem, e esta já é a grande alteração da indústria da cosmética. A diversidade continua a ganhar um lugar preponderante, independentemente da raça, peso, género, estamos todos aptos a ser capa de revista”, acrescenta.

Para além desta tendência, Mónica acredita que iremos assistir a uma aceleração da procura pelo bem-estar, com a saúde e com a segurança em primeiro lugar. O natural & organic é uma prioridade perante o momento atual e o engagement via digital é o futuro.

E por falar em futuro, qual será o da Fun Fashion para os próximos anos?

“A Fun Fashion irá até onde o consumidor permitir, seguindo o mesmo modelo de negócio que nos permitiu alcançar algum sucesso e crescer de forma sustentável ao longo dos últimos 15 anos. Indispensável é o foco em produtos cada vez mais sustentáveis sem, contudo, aumentar o preço de venda ao público. O investimento em plataformas digitais e o continuo lançamento de produtos inovadores ao melhor preço, fazem parte da nossa estratégia futura. Queremos oferecer a “best in class consumer experience” nos nossos expositores em loja bem como nas nossas plataformas online”, remata Mónica Santos.

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